quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

* SONO


É estranho ver dormir a quem se ama.
Despido das tensões e da censura
Esquece num canto do quarto a personna
E deixa livre sua emoção mais pura.

Sua alma ali se expõe, em liberdade
E em seu rosto transparece a calma
Ou a ansiedade.
Não tem como vestir a armadura
Não há espaço para regra ou falsidade:
É ele, apenas ele, por inteiro.
E a realidade desaparece por encanto
Deixando apenas espaço para o sonho
E movimentos suaves ou agitados
Vão traduzir felicidade ou desventura
Independente de ser observado.

É doce ver dormir a quem se ama.
Ao sono abandonado, qual criança,
O homem forte volta a ser menino,
E instiga em quem olha um só desejo:
O de pegar no colo e junto ao peito
Acalentar este ser tão desarmado.

E ao ver sonhar tranqüilo a quem eu amo
Em mim desperta um sonho desvairado
O de ser eu a fonte do sorriso
Que ilumina o rosto do meu homem/anjo,
Tão amado.
 

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