Sentir a seiva que corre
Por dentro da pele, dos olhos, da alma
Saber que existe um átrio
Verde e iluminado
No centro de si mesma,
Onde só uns poucos iniciados têm acesso.
Deixar apenas a porta entreaberta
E vazar por frestas essa luz
Que alguns poucos entreverão dourada
E a muitos ofuscará
Pelo inusitado e a intensidade.
Guardar como um tesouro esse recanto
E ali deixar correr em liberdade
A alma
Em toda a sua cor e plenitude.
*2002
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